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10/07/2019 | Tecnologia de Alimentos

Soja Transgênica: Eventos Aprovados no Brasil e Métodos Analíticos de Detecção

Apesar de comumente interpretados como “a mesma coisa” os Transgênicos e Organismos Geneticamente Modificados possuem características distintas, de modo geral, todo o organismo que tiver seu DNA modificado é considerado um OGM. Essa modificação pode ou não inserir um gene externo no DNA do organismo. Quando receber um gene externo, o organismo é um OGM é também um transgênico.
Por
Jéssica Carla de Azevedo
Técnica em Química e Graduanda em Engenharia Química
Soja Transgênica: Eventos Aprovados no Brasil e Métodos Analíticos de Detecção

O avanço da ciência nos últimos anos levou ao desenvolvimento de diversos produtos e métodos tecnológicos. O desenvolvimento de novas tecnologias não se restringiu somente à área da saúde com inovação em medicamentos e tratamentos. Os transgênicos já possuem ampla aplicação na agricultura, saúde, alimentação, indústria química e têxtil.

No campo agroindustrial, os Transgênicos são considerados um avanço ao sistema produtivo.

De acordo com o Conselho de Informação sobre Biotecnologia os Transgênicos são organismos geneticamente modificados (OGM’s) que receberam um gene de outro ser vivo em seu DNA.

Apesar de comumente interpretados como “a mesma coisa” os Transgênicos e Organismos Geneticamente Modificados possuem características distintas, de modo geral, todo o organismo que tiver seu DNA modificado é considerado um OGM. Essa modificação pode ou não inserir um gene externo no DNA do organismo. Quando receber um gene externo, o organismo é um OGM é também um transgênico.

Dessa maneira, um OGM pode ser:

- Transgênico: ter a adição de um gene proveniente de uma espécie não sexualmente compatível;

- Cisgênico: ter a adição de um gene de uma espécie com a qual poderia haver um cruzamento;

Há uma variedade de transgênicos no Brasil, sendo a Soja um dos itens de grande comercialização tanto para uso em alimentação animal como humana. Mesmo assim, ainda nos vemos frente a uma legislação considerada falha quanto a rotulagem de alimentos que fazem uso de transgênicos em suas formulações. É comum as empresas que utilizam soja em seus alimentos, principalmente empresas do ramo frigorifico exigirem de seus fornecedores a famosa análise de 35 S como forma de garantir que seus produtos não precisam ser rotulados com o polêmico “T”.

Vem que vamos te contar os eventos de soja transgênicas aprovados no Brasil, os eventos de maior comercialização e as análises de detecção!

O Conselho de Informação sobre Biotecnologia disponibiliza as variedades de soja transgênicas divididos em três categorias: Liberados para plantio, consumo humano e animal.

Transgênicos Liberados no Brasil para plantio, consumo humano e animal

- GTS-40-3-2 (Roundup Ready TM)

 MON-40-3-2 (Roundup Ready TM)

- BSP-CV127-9 (Cultivance)

- A2704-12 (Liberty Link TM)

- A5547-127 (Liberty Link TM ou LL)

- MON87701 x MON89788 (Intacta TM Roundup Ready TM 2 Pro)

- DAS68416-4 (Enlist TM)

- FG72

- DAS-44406-6

- FG72 x A55547-127

- DAS-81419-2

- MON87708

- MON87708XMON89788

- MON87751

- DAS-44406-6 x DAS-81419-2

- MON87751xMON87708x MON87701xMON 89788

- HB4 x GTS 40-3-2

- HB4

Transgênicos Liberados no Brasil para consumo humano e animal

- DP-305423-1

- DP-305423-1 x MON04032-6

Os transgênicos e a legislação de Rotulagem:

No Brasil o Decreto 4.680 de 24 de abril de 2003 regulamenta o direito de informação do consumidor de ingredientes empregados para alimentação animal ou humana que contenham ou sejam produzidos a partir de OGM, descrevendo quecom presença acima do limite de um por cento do produto, o consumidor deverá ser informado da natureza transgênica desse produto.

Desde 2017 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que os estabelecimentos que fabricam ou manipulam alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, nos termos do Decreto nº 4.680/2003, devem informar nos rótulos desses produtos a existência de OGM em qualquer percentual, mesmo inferior a 1% (um por cento).

Diante de legislações de rotulagem os controles analíticos se tornaram rotina na Qualificação de Fornecedores de insumos ou matérias primas com risco de transgenia, como a soja, por exemplo.

De uma forma geral o ensaio analíticos Promotor 35S detecta 3 eventos dos cinco de maior comercialização no Brasil, mas e os outros dois eventos?

E agora José? Somente o Promotor 35S não é o suficiente? Como garantir que os alimentos estão rotulados da maneira correta? Como ter certeza que o meu fornecedor está avaliando os principais eventos transgênicos de soja comercializados no Brasil?

Fizemos um compilado dos cinco principais eventos comercializados no Brasil (Maior índice de detecção em Soja), ideal pra você monitorar seus fornecedores!

Evento

Teste de Detecção

MON40-3-2

Promotor 35S

MON87701x89788

Promotor FMV

CV127

Teste Especifico

LL A5547-127

Promotor 35S

A2704-12

Promotor 35S

Resumidamente, um gerenciamento ideal de seus fornecedores de itens a base de soja deve contemplar o Promotor 35S, Promotor FMV e o teste específico para o evento CV127, gerando uma maior confiabilidade e garantias para o seu sistema de Rotulagem.

No próximo Post vamos contar como anda o PL  34/2015 que propõe modificações nas legislações de rotulagem de alimentos transgênicos ou que fazem uso de transgênicos em suas formulações.

Fontes:

Transgênicos Liberados no Brasil: www.cib.org.br/produtos-aprovados

Rotulagem MAPA: http://www.agricultura.gov.br/acesso-a-informacao/comumic ados/rotulagemogm


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