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29/08/2017 | Gestão de Pessoas

Gerenciamento de resultados com gestão de inovação e criatividade

Gerir estes resultados exige dos líderes e equipes das empresas um novo olhar sobre suas práticas a partir de tendências de mercado e ideias geradas pela própria equipe, instigando todos a buscar temas como a inovação, amplamente discutido na atualidade possui alguns termos comuns ao dia-a-dia das pessoas, sendo de suma importância o completo entendimento do que vem a ser ciência, tecnologia, invenção e inovação.
Por
Ângela Maria Reginaldo Brun
Administradora e Consultora Organizacional
Gerenciamento de resultados com gestão de inovação e criatividade

Quando se fala em uma organização, fala-se em processos. São eles os responsáveis por garantir a produção de um produto ou a prestação de um serviço e, por isso, eles também devem ser definidos e gerenciados, mantendo um modelo para que, como consequência, o produto final com um padrão de qualidade. Entretanto, o termo processo é abrangente e impreciso, tornando-o complexo de ser definido, porém compreende-se processo como uma série de atividades que, se executadas na ordem certa, irá resultar em um objetivo específico (CAMPOS, 2003). Sendo que, cada processo que é realizado em uma organização serve para agregar valor ao produto final. Se cada processo contribuir da forma mais eficaz e eficiente possível, mais competitiva a organização se transforma. Aperfeiçoar os processos é uma chave para alavancar a vantagem competitiva da organização. São quatro aspectos que tornam essa afirmação verdadeira: a organização precisa se ajustar constantemente; é preciso realizar mudanças radicais; aperfeiçoa as possibilidades da organização; reduz custos de coordenação (GONÇALVES, 2000).

Para atingir essa finalidade, empreendem-se iniciativas para melhorar os processos, conforme Campos 2014 agregar valor ao produto ou serviço final, entregando-o com alto valor ao cliente de acordo com as práticas que segue, a partir de Iniciativas, Eficiência, Eficácia, Gestão da Qualidade, Reengenharia Organizacional, Alinhamento Estratégico, Governança em TI, Gestão de Riscos, Gestão do Conhecimento e Automação.   

Essas iniciativas estão ligadas a dois tipos diferentes de objetivos: melhorar a eficiência (fazer melhor, com custo menor e em menos tempo) ou melhorar a eficácia (fazer com concordância para atingir resultados e objetivos esperados) dos processos. Cada iniciativa possui um foco diferenciado:

a)    Gestão da Qualidade: utilizar padrões de gestão da qualidade para melhorar a forma de produzir e entregar produtos aos clientes, atendendo mais adequadamente às suas necessidades;

b)    Reengenharia Organizacional: melhorar os processos, identificando falhas e corrigindo-as, buscando a excelência dos processos;

c)    Alinhamento Estratégico: provocar o trabalho em conjunto de todos os componentes da organização;

d)    Governança de TI: assegurar que os investimentos em TI estejam de acordo com os objetivos estratégicos;

e)    Gestão de Riscos: saber quais informações são mais críticas à organização e quando e onde estão em maior risco, e gerar planos para mitigá-los;

f)     Gestão do Conhecimento: explanar o conhecimento das pessoas, transmitindo-o por mídias compartilháveis;

g)    Automação: utilização de sistemas da informação (softwares) inerente às necessidades da organização (CAMPOS, 2014).

De modo a atingir a melhoria contínua dos processos de uma organização, a utilização das iniciativas listadas acima devem ser realizadas através de um ciclo: como é o estado atual dos processos, como eles deveriam ser (tendo em base uma das iniciativas) e como será (pela implementação mais adequada). O Ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act) é um modelo que permite atingir a esses objetivos. O ciclo é composto de 4 passos, localizados no centro: Plan (Planejar): elabora-se um plano de ação com o que deve ser melhorado; Do (Executar): realizar o plano de acordo com o que elaborado; Check (Verificar): garantir que o que está sendo executado está de acordo com o que foi elaborado; Act (Agir): avaliação do plano. O PDCA tem como objetivo alinhamento das estratégias para alcançar os resultados, sendo este alicerçados por focos definidos pela empresa com atuação nos diferentes níveis da organização o que permite o Gerenciamento de Resultados pelo PGQP a partir de métricas direcionadas em gestão econômico-financeira, indicadores relativos à sociedade e meio ambiente, indicadores relativos a clientes e aos mercados, indicadores relativos às pessoas, bem como indicadores relativos aos produtos, à gestão dos processos da cadeia de valor e à gestão de fornecedores.

Contudo, Healy & Wahlen (1999) afirmam que os mesmos autores relacionam os incentivos que levam gestores a gerenciar resultados:

a)    Vinculados ao mercado de capitais, voltados a alterar a percepção de risco sobre a empresa (alisamento de lucros, por exemplo) e a induzir os investidores a menores expectativas de lucros futuros (redução de benchmarks).

b)    Por motivações contratuais entre a empresa.

Adicionalmente, deve-se registrar que há possibilidade de incentivos a gerenciamento de resultados mais amplamente ligados a instrumentos de governança corporativa, no sentido de produzir informação contábil com o objetivo de gerenciar conflitos de agência e assimetria informacional entre os grupos participantes nos interesses da empresa.

Gerir estes resultados exige dos líderes e equipes das empresas um novo olhar sobre suas práticas a partir de tendências de mercado e ideias geradas pela própria equipe, instigando todos a buscar temas como a inovação, amplamente discutido na atualidade possui alguns termos comuns ao dia-a-dia das pessoas, sendo de suma importância o completo entendimento do que vem a ser ciência, tecnologia, invenção e inovação. Para Schumpeter inovação seria a introdução comercial de um novo produto ou “uma nova combinação de algo já existente” criados a partir de uma invenção que por sua vez pertence ao campo da ciência e tecnologia (SCHUMEPTER, 1934).

As empresas são convidadas a despertar para a criatividade, pensar e gerar ideias fora de sua rotina, permitindo as pessoas a contribuição de melhoria contínua dos seus processos, produtos e serviços. Segundo Bozeman e Link (1984), invenção é o desenvolvimento de algo novo enquanto inovação somente acontece quando esta criação é colocada em uso. Assim sendo, inovação é tido como algo novo, podendo ser desde um produto/serviço até um novo processo ou modelo de gestão capaz de gerar valor para economia.

Toda inovação é originada pela necessidade de mudanças, instigando as pessoas a ousarem e mais a mudarem seu comportamento frente a organização, o que Schumpeter (1934) defende que a inovação e a mudança ocorrem por meio de um espiral de atração mútua (clusters) onde um empreendedor de sucesso atrai outro empreendedor e assim os efeitos são multiplicados. Mudanças requer empreender para colocar as ideias em prática, então Dopfer (2011) completa demonstrando que em vista disto o empreendedor é o fator gerador de uma nova regra (nível micro) que vai iniciar uma nova população de adeptos às novas regras criadas (nível meso) e que por sua vez vão destruir a estrutura econômica pré-existente no nível macro.

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