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10/09/2019 | Certificação de normas acreditadas pelo GFSI, Indústria de Alimentos

Fraude em alimentos

A sua empresa já possui um Plano de defesa dos alimentos formalmente implementado? Como foi abordado o tema Food fraud internamente?
Por
Lígia Tereza de Moraes Uehbe
Consultora na Certifee
Fraude em alimentos

A relevância do tema fraude em alimentos tem crescido nos últimos anos, ainda mais após escândalos envolvendo grandes marcas, que levaram à redução da confiança dos consumidores na indústria.

Embora o objetivo da fraude em alimentos na maioria das vezes possa ser um ganho econômico, a ação pode resultar em um risco à saúde do consumidor.

Inclusive este risco pode muitas vezes ser causado por negligência ou falta de conhecimento dos fraudadores. Para o consumidor, os riscos relacionados com a fraude em alimentos podem ser:

  • Riscos diretos de segurança de alimentos: quando o consumidor é colocado em risco imediato (por exemplo: a adição de melamina a leite em pó, que resulta em uma exposição extremamente tóxica ou a ocultação de substâncias que resultam em alérgenos não declarados);
  • Riscos indiretos à segurança de alimentos: quando o consumidor é colocado em risco por exposição a longo prazo (por exemplo, com níveis elevados de metais pesados ??em suplementos alimentares);
  • Risco técnico de fraude em alimentos: aonde não existe risco de segurança direto ou indireto (por exemplo: deturpação das informações sobre o país de origem o que pode compremeter a rastreabilidade do material e assim a empresa não pode mais garantir a segurança de seus produtos alimentícios).

Para os fabricantes de alimentos, o impacto econômico pode ser alto, como recall, perda de vendas, custo para reconstrução da reputação da marca, etc.

Às indústrias de alimentos cabe tomar ações com o objetivo de minimizar a vulnerabilidade à fraude alimentar, reduzindo as oportunidades para os fraudadores.

Para isto, os principais passos são:

  • Formação de uma equipe de Food fraud, com competências e responsabilidades determinadas;
  • Determinação de políticas, procedimentos e registros para o Plano de Food fraud – atendendo às legislações e demais requisitos aplicáveis;
  • Avaliação de vulnerabilidades, considerando matérias primas, ingredientes, materiais de embalagem, processos terceirizados, etc. além das possíveis ações economicamente atraentes; dados históricos inclusive da cadeia produtiva de alimentos; facilidade na detecção, como parâmetro monitorado, por exemplo; acessos à materiais e produtos acabados na cadeia de produção e distribuição; relacionamento entre fornecedores; certificações; e complexidade da cadeia de fornecimento, como distâncias, origem, etc.

Para a implantação do plano de Food fraud, num primeiro momento é mais realista se concentrar no sistema de gestão e na estratégia adequada ao objetivo, em vez de focar na eficácia das medidas de mitigação.

Aos auditores, cabe avaliar quão bem a indústria desenvolveu sua estratégia de defesa e mitigação, além é claro se todos os requisitos mandatórios foram implementados e atendidos.

 

Referências:

Guidance on Food Fraud Mitigation - https://www.fssc22000.com/wp-content/uploads/fssc-22000-guidance-on-food-fraud-final-100418.pdf

IFS Standards Product Fraud - 

https://www.ifs-certification.com/images/standards/ifs_food6/documents/FoodFraud-Guide_1805.pdf

 

Outras fontes;

SSAFE - http://www.ssafe-food.org/our-projects/

MOOC - https://foodfraud.msu.edu/mooc/

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