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25/05/2020 | Indústria de Alimentos

Alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados: Principais diferenças, vantagens e desvantagens

O guia alimentar para a população brasileira teve sua segunda edição lançada em 2014. Esse guia orienta a população sobre os quatro tipos de processamento de alimentos e como devem ser nossas escolhas para uma alimentação mais saudável.
Por
Claudia Machado Tansini
Nutricionista e Ms. Bioquímica
Alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados: Principais diferenças, vantagens e desvantagens

Para a população em geral, classificar os alimentos em in natura, minimamente processado, processado e ultraprocessado nem sempre é simples, porém com alguns exemplos fica mais fácil entendermos o que são os processamentos e desta forma fazermos a melhor escolha.  Se pegarmos como exemplo o milho: o alimento in natura é o milho em espiga, o minimamente processado pode ser o milho em grão para pipoca ou canjica ou farinha de milho, o alimento processado será o milho em conserva, em lata ou sachê e, por fim, o alimento ultraprocessado é o salgadinho de milho.

 

Alimentos in natura são alimentos frescos, obtidos direto da natureza, de plantas ou animais, e que não sofrem alterações após deixar a natureza. São sem dúvida a melhor escolha para a nossa saúde, porém quando falamos em tempo de vida do alimento, alimentos in natura são perecíveis e devem ser utilizados em poucos dias, por isso antes de comprá-los devemos programar em que preparação serão utilizados. Como exemplo podemos utilizar a alface, que dura poucos dias sob refrigeração, já o repolho resiste a um tempo bem maior com as mesmas características. Alimentos in natura são ricos em nutrientes e costumam ser fontes de mais de um tipo de nutriente como carboidratos, proteínas e gorduras, além de vitaminas, minerais e compostos bioativos. Deve ser sempre nossa primeira escolha quando falamos de alimentação saudável.

 

Alimentos minimamente processados, são alimentos in natura submetidos a alterações mínimas, como limpeza, seleção, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração e processos similares que não envolvam agregação de sal, gorduras e açúcares ou outras substâncias ao alimento original. Exemplos desses alimentos são o arroz, feijão, farinhas, o leite, iogurte, carne, os ovos, castanhas, frutas secas, sucos de fruta, especiarias, ervas secas, chá, café e água potável. Esses alimentos passam por pequeno processamento antes de chegarem até nossas casas.

Alimentos minimamente processados são a maior parte da nossa alimentação, como exemplo, principalmente no Brasil, são o arroz e o feijão que estão presentes na refeição da grande maioria da população. Alguns desses alimentos, se de boa procedência, têm longo tempo de prateleira e podem ser armazenados, em boas condições, por meses sem perder as suas propriedades. A combinação desses alimentos nos garante uma alimentação nutricionalmente balanceada.

Além dos alimentos minimamente processados, temos os chamados produtos alimentícios. Eles têm alto teor de nutriente, que se em excesso, podem ser prejudiciais à saúde e são usados para temperar, cozinhar e criar preparações culinárias. São eles os óleos, as gorduras, o sal e o açúcar.

 

Alimentos processados são fabricados a partir do alimento natural, mas com adição de sal ou açúcar, ou outra substância de uso culinário, para torná-los duráveis ou de sabor mais agradável. São exemplos desses alimentos: alimentos em conserva ou em calda. São reconhecidos como versões dos alimentos in natura, e abacaxi em calda é um exemplo. Embora o alimento processado mantenha a identidade básica do alimento, os ingredientes e métodos de processamento utilizados na fabricação podem alterar de modo desfavorável a composição nutricional. Seu consumo deve ser limitado, pois pode conter grandes quantidades de sal ou açúcar adicionado. Alimentos processados devem ser utilizados como parte de preparações culinárias, em pequenas quantidades.

 

Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (amido, gorduras, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gordura hidrogenada, amido modificado), ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes). Técnicas de manufatura incluem extrusão, moldagem, fritura e cozimento. Não devem ser a base da nossa alimentação habitual, e razões para serem evitados estão relacionadas à composição nutricional desses produtos, geralmente ricos em calorias, alto teor de sódio, gorduras, açúcares e muitos aditivos alimentares. Costumam conter muitas calorias em pequenas porções.

A regra de ouro do guia alimentar para a população brasileira é: prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias, a alimento ultraprocessados. Opte por comida feita em casa ao invés de comida congelada vinda do supermercado e leia os rótulos para uma escolha consciente.

 

Para saber mais, acesse o documento na íntegra em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf.

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