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05/06/2020 | Indústria de Alimentos, Serviços de Alimentação

A segurança dos alimentos é responsabilidade de todos

O segundo Dia Mundial da Segurança dos Alimentos (World Food Safety Day) da história será celebrado no dia 7 de junho de 2020, para chamar a atenção e inspirar ações para ajudar a prevenir, detectar e gerenciar os perigos e riscos transmitidos por alimentos, contribuindo para a segurança alimentar, a saúde humana, o desenvolvimento econômico, a agricultura, o acesso a mercados, o turismo e o desenvolvimento sustentável.
Por
Lígia Tereza de Moraes Uehbe
Consultora na Certifee
A segurança dos alimentos é responsabilidade de todos

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução A/RES/73/250, em 20 de dezembro de 2018, na qual foi estabelecido o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, que será celebrado anualmente no dia 07 de junho. O objetivo da data é chamar a atenção para a importância do tema a todos os envolvidos na cadeia produtiva, desde a produção, distribuição e consumo, fortalecendo esforços para garantir que os alimentos que comemos sejam seguros.

A resolução cita a compreensão de que não há segurança alimentar sem segurança de alimentos e que no mundo atual, aonde a cadeia de suprimentos de alimentos se torna cada vez mais complexa, qualquer incidente adverso pode ter efeitos negativos globais na saúde pública, no comércio e na economia, além de observar como a melhoria na segurança de alimentos pode contribuir positivamente para o desenvolvimento sustentável, a geração de empregos e a redução da pobreza.

A carga global de doenças transmitidas por alimentos é considerável e afeta indivíduos de todas as idades. Atualmente, estima-se que uma em cada dez pessoas adoece no mundo após consumir alimentos contaminados, e que 420 mil pessoas morrem a cada ano, sendo as crianças menores de cinco anos as mais afetadas (125 mil mortes anuais). Por isso, é importante discutir e disseminar informações sobre o assunto como forma de mobilizar a sociedade.

Estima-se que 77 milhões de pessoas nas Américas sofrem um episódio de doenças transmitidas por alimentos a cada ano.

A segurança dos alimentos deve ser uma responsabilidade compartilhada entre governos, produtores e consumidores, pois todos têm um papel a desempenhar, do campo à mesa, para garantir que os alimentos que consumimos sejam seguros e não causem danos à nossa saúde.

A ONU designou duas de suas agências, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para liderar os esforços de promoção da segurança dos alimentos no mundo.

A FAO e a OMS estão unindo forças para ajudar os países a prevenir, administrar e responder aos riscos ao longo da cadeia de fornecimento de alimentos, trabalhando com produtores e fornecedores, autoridades reguladoras e partes interessadas da sociedade civil, tanto no caso dos alimentos produzidos internamente quanto dos importados.

Na América Latina e no Caribe, a OPAS, por meio do seu Programa Regional de Segurança dos Alimentos, coordenado pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA), está trabalhando com países para fortalecer a segurança dos alimentos e os sistemas de vigilância.

Algumas das áreas de trabalho incluem o fortalecimento de sistemas de inspeção e controle – para evitar incidentes nacionais e internacionais devido a alimentos contaminados – e a melhoria das capacidades laboratoriais necessárias para proteger a segurança dos alimentos.

A FAO e a OMS criaram um guia para mostrar como todos podem se envolver, que inclui cinco etapas para fazer a diferença de forma sustentada para a segurança dos alimentos:

1. Certifique-se de que é seguro. Os governos devem garantir alimentos seguros e nutritivos para todos.

2. Cultive alimentos inócuos. Produtores agrícolas devem adotar as boas práticas.

3. Mantenha-se seguro. Os operadores de fábricas devem garantir que os alimentos sejam transportados, armazenados e preparados com segurança.

4. Comprove que são seguros. Os consumidores precisam ter acesso a informações oportunas, claras e confiáveis sobre os riscos nutricionais e de doenças associados às suas escolhas alimentares.

5. Atue conjuntamente em prol da segurança. Governos, órgãos econômicos regionais, organizações da ONU, agências de desenvolvimento, organizações comerciais, grupos de consumidores e produtores, instituições acadêmicas e de pesquisa e entidades do setor privado devem trabalhar juntos em questões de segurança dos alimentos.

Os alimentos podem ser contaminados em qualquer elo da cadeia, assim, o manejo adequado nos estabelecimentos de serviços de alimentação e em casa é igualmente essencial para prevenir doenças transmitidas por alimentos.

A OPAS recomenda a aplicação de cinco medidas-chave: manter a higiene; separar os alimentos crus dos cozidos; cozinhar completamente a comida; manter alimentos a temperaturas seguras; usar água e matérias-primas seguras.

Os alimentos seguros são essenciais para promover a saúde e acabar com a fome, dois dos principais objetivos da Agenda de 2030, assim, se você produz, processa, vende ou prepara alimentos, então você tem um papel em mantê-los seguros, afinal “a segurança dos alimentos é responsabilidade de todos”!

 

Referências:

https://undocs.org/A/RES/73/250

https://www.paho.org/bra/

https://nacoesunidas.org/

https://www.who.int/news-room/campaigns/world-food-safety-day/2020

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